Pela greve geral do primeiro de maio!

Coletivo LGBT Comunista – RS

Bolsonaro ri dos mortos enquanto o mercado lucra. Bolsonaro serve à burguesia brasileira, que também ri dos mortos, enquanto planeja a manutenção da “ordem natural das coisas”: eles, os patrões, os ricos, e seus representantes políticos, se protegem em suas casas, com suas heranças, rendas e lucros, enquanto a classe trabalhadora sai de casa por precisar trabalhar, pegando ônibus lotados e trabalhando sem condições sanitárias adequadas.

A Globo e a imprensa burguesa em geral cinicamente criticam Bolsonaro, em nome de diferentes interesses das frações da classe dominante brasileira (em torno de projetos como os de Luciano Huck ou Doria para as eleições de 2022), mas estão todos juntos na defesa do programa econômico de austeridade, privatizações e corte de direitos.

Dia 1º de maio é dia de greve geral! É urgente que o movimento LGBT se articule com as lutas gerais da classe trabalhadora. A nojenta LGBTfobia de Bolsonaro também interessa à classe dominante brasileira: a ofensiva contra a população LGBT serve pra dividir a classe trabalhadora, de modo a maximizar os lucros da burguesia e nos desorganizar, desarticular nossa luta contra eles.

É urgente que os espaços de representação política do movimento LGBT pautem o direito à vida, moradia, saúde, condições de trabalho e combate ao desemprego, e que nos articulemos a partir dos nossos locais de trabalho e moradia. O Brasil dominado pela classe dos patrões não permite que as parcelas mais precarizadas da população LGBT tenham acesso a nada! Nossa população está passando fome; 96% de mulheres trans e travestis do Rio Grande do Sul estão na prostituição, com queda drástica de renda devido à crise do coronavírus; não há acesso à saúde, emprego e moradia. A precarização aumenta a vulnerabilidade em relação à violência LGBTfóbica.

Coletivo LGBT Comunista RS no 1º de maio em Porto Alegre

A população LGBT precarizada está sendo morta! O Estado brasileiro institucionaliza essas mortes, é um legitimador da violência, seja pela conivência ou pela omissão! A escolha pela precarização da classe trabalhadora LGBT é uma escolha política: foi o Estado brasileiro que matou Keron Ravach e Lorena Muniz!

Não podemos aguardar até as eleições de 2022, nem nos interessa a retomada de um novo pacto social-liberal.¹ Precisamos nos apoiar nas nossas próprias forças: unidade das lutas de toda a classe trabalhadora, construção de uma Frente Anticapitalista e Anti-imperialista de ações comuns de luta.

Só com essa unidade de lutas nós podemos derrotar Bolsonaro e Mourão fora do terreno da cooptação eleitoral, no terreno que nos favorece: o terreno da mobilização popular e da organização que constrói o embrião de uma nova forma de sociedade.

Mas a mobilização não é um tiro no escuro, ela deve se enraizar nos espaços de representação política, nos locais de trabalho e moradia, no trabalho de base para a elevação da consciência de classe dos trabalhadores, na construção das Brigadas de Solidariedade e Comitês de Luta pela Vacinação, para que as nossas lutas tenham um horizonte estratégico.

Por um Primeiro de Maio Classista, sem patrões, governos e pelegos!
LGBT, organize-se pela GREVE GERAL!

Defendemos:

  • Funcionamento apenas das atividades essenciais até cessar a pandemia;
  • Tabelamento dos preços dos produtos indispensáveis à subsistência;
  • Vacinação já e gratuita para toda a população brasileira pelo SUS;
  • SUS 100% estatal, público, universal, gratuito e de qualidade;
  • Auxílio emergencial de no mínimo 600 reais para todos que necessitarem;
  • Nenhuma ação de despejo das comunidades que lutam legitimamente em defesa da moradia popular;
  • Defesa das empresas públicas e reestatização de todas as empresas estratégicas;
  • Revogação imediata da emenda constitucional do teto dos gastos e das contrarreformas trabalhista e previdenciária;
  • Rejeição completa da Reforma Administrativa;
  • Total oposição às aulas presenciais durante a pandemia;
  • Garantia de estabilidade no emprego, com salário integral e todos os direitos e garantias, a todos/as os/as trabalhadores/as;
  • Transporte público gratuito aos idosos e desempregados;
  • Suspensão imediata do pagamento dos juros da dívida interna;
  • Taxação das grandes fortunas;
  • Criação de Frentes de Trabalho e programa habitacional de construção e distribuição de casas populares.

FORA BOLSONARO, MOURÃO E GUEDES!

NÃO À CONCILIAÇÃO DE CLASSES!

PELO PODER POPULAR!

PELO SOCIALISMO!

Nota publicada originalmente aqui, em 26/04/2021.

[1] Para além do fetiche da legalidade: https://pcb.org.br/…/para-alem-do-fetiche-da-legalidade/

Lambes colados pelo Coletivo LGBT Comunista RS no primeiro de maio em Porto Alegre

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